Dancing with myself…

30 Outubro 2009

Tenho tido uma vontade louca de dançar nesses tempos… Faz muito tempo que não saio para dançar de verdade.

Preciso remediar isso.

 

Black

26 Outubro 2009

1110311_black_roseDe bobeira, passando canais – quase maculinamente, parei em Cold Case, um seriado policial inteligente e  interessante pela abordagem dada aos “arquivos mortos”: basicamente, um crime não solucionado há tempos vem à tona por algum tipo de circunstância. O roteiro é bem marcado por alguns aspectos relacionados às incursões existenciais, a finitude, a esperança etc etc. Nas cenas finais de alguns episódios há uma sequência de cenas com uma boa trilha sonora, para dar aquele clima e despertar vontade de assistir ao próximo. Chamou muito minha atenção um episódio específico, (que não vou entrar no detalhe da história), terminado com a música Black, da banda Pearl Jam, coincidentemente comentada por mim ontem, com mon grand ami. A letra é realmente linda, de uma poesia fantástica e nunca tinha me dado conta disso. Conseguir sentí-la, causou um arrepio… Tinha que registrar aqui!

Sheets of empty canvas, untouched sheets of clay
Were laid spread out before me as her body once did
All five horizons revolved around her soul
As the earth to the sun
Now the air I tasted and breathed has taken a turn
and all I taught her was everything
I know she gave me all that she wore
And now my bitter hands chafe beneath the clouds
Of what was everything?
The pictures have all been washed in black, tattooed Everything…

I take a walk outside
I’m surrounded by some kids at play
I can feel their laughter, so why do I sear
and twisted thoughts that spin round my head
I’m spinning, oh, I’m spinning
How quick the sun can, drop away
And now my bitter hands cradle broken glass
Of what was everything
All the pictures have all been washed in black, tattooed everything…
All the love gone bad turned my world to black
Tattooed all I see, all that I am, all I will be…
I know someday you’ll have a beautiful life, I know you’ll be a star
In somebody else’s sky, but why, why, why
Can’t it be, can’t it be mine?

Touch me, babe!

18 Outubro 2009

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Um bom amigo, de antes dos tempos de agora, disse-me que The Doors era uma banda “minha cara”… Eu amei a definição. Ele nem deve lembrar de ter dito isso. Dizem que quem apanha nunca esquece, mas os que recebem um ótimo carinho também não.

Uma das  “minha cara”

Come on, come on,
Come on, come on
Now, touch me, babe.
Can’t you see that I am not afraid?
What was that promise that you made?
Why won’t you tell me what she said?
What was that promise that you made?

Now, I’m gonna love you
‘Til the heaven stops the rain.
I’m gonna love you
‘Til the stars fall from the sky
For you and I.

P.S.: Estava conversando com minha jornalista favorita, dias desses, e confessei que se o Jim Morrison quisesse,  eu seria dele. Inteira! Naquela época, claro.

Shhhhhhhhhh

13 Outubro 2009

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Words like violence
Break the silence
Come crashing in
Into my little world
Painful to me
Pierce right through me
Can’t you understand
Oh my little girl

Vows are spoken
To be broken
Feelings are intense
Words are trivial
Pleasures remain
So does the pain
Words are meaningless
And forgettable

All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very
Unnecessary
They can only do harm

 Enjoy the silence…

Sócrates é muito citado pela famosa “só sei que nada sei”, tida por muitos como a insignia da humildade. Essas citações, geralmente, chegam às massas num formato simplificado e, sabendo disto, busquei como era exatamente a dita.

“Todo o meu saber consistem em saber que nada sei.”

Mas o que chamou mesmo minha atenção foi a frase anterior. Vejam como é no todo:

“O início da sabedoria é a admissão da própria ignorância. (premissa maior)

Todo o meu saber consistem em saber que nada sei.” (premissa menor – mas nem tanto)

(Logo… Ao admitir minha ignorância, EU SOU UM SÁBIO)

Impressionante…

Há uns bons meses, fiz um cadastro na last fm… o maior dos intuitos era conhecer bandas novas, novas sonoridades, hábito inalterado desde os tempos do Napster. Eis que me deparo com Frou Frou, projeto do produtor Guy Sigsworth e da brilhante cantora-compositora-musicista Imogen Heap, interpretando a canção Let Go, tema do filme A hora de voltar (com o fantástico Zach Braff, do meu favorito seriado Scrubs). Fiquei louca!

Fui atrás do clipe no youtube e me deparei com uma videocolagem fantástica, com uma luz linda, cores maravilhosas, extraída do filme Jeux d´enfants, francês de primeiro time. As cenas me pareceram tão sensíveis, tão bem cuidadas que eu não resisti: corri para ter o filme. A atuação do elenco, o roteiro, a narrativa me encantaram. Tem uma cena em que a personagem principal, quando criança, canta a infatigável La vie en rose.  Adivinhem quem era a atriz na fase jovem?  Marion Cotillard!  Anos mais tarde ela mesma viria a interpretar Piaf  e arrematar um Oscar  na categoria melhor atriz.

Pois é… uma coisa leva a outra. Sorte quando são coisas ótimas assim.

shesarainbow

She comes in colors everywhere;
She combs her hair
She’s like a rainbow
Coming colors in the air
Oh, everywhere
She comes in colors

Have you seen her dressed in blue
See the sky in front of you
And her face is like a sail
Speck of white so fair and pale
Have you seen the lady fairer

She comes in colors everywhere;
She combs her hair
She’s like a rainbow
Coming colors in the air
Oh, everywhere
She comes in colors

Have you seen her all in gold
Like a queen in days of old
She shoots colors all around
Like a sunset going down
Have you seen the lady fairer

She comes in colors everywhere;
She combs her hair
She’s like a rainbow
Coming colors in the air
Oh, everywhere
She comes in colors

She’s like a rainbow
Coming colors in the air
Oh, everywhere
She comes in colors

 

A bela flor.

31 Agosto 2009

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Numa dessas tardes preguiçosas, logo após o almoço, entre perguntas triviais, apareceu Florbela Espanca. Uma colega, jornalista nata, apresentou a poetisa  de um jeito tão vivaz e apaixonado que não tive outra alternativa: corri no “gurugle” para saber mais.

Florbela Espanca foi uma dessas mulheres revolucionárias, com experiência de vida, sem limites para admitir e ostentar seu modo de ser. Sofreu, pelo que me parece, mas quem consegue ser o que é impunemente? Questão de escolha.

Um de seus poemas foi lindamente musicado por Fagner, homem de voz arrebatadora, sentimental até. Passei a infância ouvindo muito Fagner… coisa boa! Voltando ao poema, chama-se Fanatismo. Lindo lindo lindo infinitamente. Mas não é esse que  quero postar aqui. Esse me chamou muito a atenção:

“Abre os olhos e encara a vida! A sina
Tem que cumprir-se! Alarga os horizontes!
Por sobre lamaçais alteia pontes
Com tuas mãos preciosas de menina.

Nessa estrada de vida que fascina
Caminha sempre em frente, além dos montes!
Morde os frutos a rir! Bebe nas fontes!
Beija aqueles que a sorte te destina!

Trata por tu a mais longínqua estrela,
Escava com as mãos a própria cova
E depois, a sorrir, deita-te nela!

Que as mãos da terra façam, com amor,
Da graça do teu corpo, esguia e nova,
Surgir à luz a haste de uma flor!”

Eu nem sei se devo ou quero complementar alguma coisa. Só digo: quando li, senti. E é uma força inexplicável.

Saibam mais sobre Florbela. Vale a pena.

Piano Bar.

5 Agosto 2009

Era uma das minhas brincadeiras favoritas.

Eu desenhava, com carvão, um piano na muretinha encostada na parede, lugar onde eu tocava nas madrugadas de um piano bar, beira mar.

Além disso, cuidava para que tudo ficasse impecável! Iluminação, equipe, bebidas… E tudo dava certo. Às vezes não… é. Eu tinha uma veia meio dramática.

Mas, de qualquer forma, era tudo gostoso… Tão bem sucedido.

Saudade.

Tenho 30 (ou quase!)

20 Julho 2009

Eu não fui o tipo de garota louca pelos 18, pela carteira de motorista, pela entrada triunfante ao som da marcha nupcial. Eu fui o tipo de garota ansiosa pelos 30!

Sempre tive em minha cabeça uma série de convicções sobre os 30 anos: beleza madura, segurança, personalidade bem formada e uma jornada de maravilhosas possibilidades vindouras.

De tanto pensar assim, em todos os meus aniversários, proclamava a idade seguinte com a boa ilusão de aproximar minha dezena de platina… Fato, eu aumento minha idade!  Eu ostento meus anos e como tenho conduzido cada um deles.

Arrependimentos? Alguns, mas não foco neles. Fazem parte da minha história, provém uma boa manutenção do futuro. Ajudam muito a virar gente.

Felicidades? Incontáveis… São recantos de alívio e, sem dúvida, motivação para multiplicar.

Esse ser humano que vos fala chegou aos quase 30 como esperava SER, ( infelizmente, com menos TER , mas… bobagem, mona!), cercada das qualidades desejadas, de defeitos aceitáveis, com os amigos queridos, com um “homem para chamar de seu”, uma família fantástica e inteligência a dar com pau. (Humildade, sim… Modéstia? Jamais! rs*)

Muitas coisas foram tortas, inesperadas, impulsionadas pela ansiedade, houve tudo ao mesmo tempo e deu nisso.

Olho com orgulho de mãe: sou cria de mim.